Descrição
A obra analisa a literatura testemunhal de Alex Polari, ex-preso político, evidenciando o afeto como estratégia de resistência à repressão da ditadura civil-militar. A escrita de Polari, que entrelaça dor e desejo, expõe as violências do cárcere enquanto reivindica a humanidade usurpada pelo regime. A inclusão de cartas, diários e poemas reforça a memória como enfrentamento ao esquecimento. O livro demonstra como o testemunho literário desafia o discurso oficial e se configura como um mosaico das memórias do cárcere, essencial para a reconstrução do passado histórico brasileiro.